terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Praia do Sono, Paraty RJ - Reveillon 2011

Vista geral da Praia do Sono

O começo de 2011 não poderia ter sido melhor, o destino escolhido foi a Praia do Sono, localizada no litoral sul de Paraty, Rio de Janeiro.

É uma praia isolada, que pertence à Área de Proteção Ambiental de Cairuçu, os únicos acessos são por uma trilha de aproximadamente sessenta minutos de duração ou por barco.


Noites estreladas na Praia do Sono
A Praia do Sono tem uma magia especial, a vantagem de não entrar carros e motos no local é fundamental, deixa o ambiente com um clima diferente, frequentado por pessoas do bem. 

As noites estreladas em volta da fogueira, sentindo a música verdadeira, as conversas até o amanhecer, a purificação nas ondas do mar e o perfume da mata atlântica fazem do Sono um lugar mágico.



Toda a galera reunida!
A troca de conhecimentos, o fortalecimento e geração de novas amizades, estar na companhia de Luiz Milan, Diego Migotto, Mariana Moraes, Gustavo Netto, Marcelo Sinoca, Luiz Antonio Gambá, Natalia Montanha e as gurias de Volta Redonda foi muito prazeroso e enriquecedor.

Que essa simples virada de calendário seja um motivo para se abrir ao novo, aproveite cada momento com o tempo que ele merece, viaje mais!!

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Bolívia - Onde tudo começou

Depois de passar muita vontade sem ter um espaço para relatar as viagens da Freela, está criado este espaço para compartilhar algumas experiências e aventuras na estrada.

E vamos começar com uma incrível trip pela Bolívia, onde a Freela começou a nascer, a viagem foi realizada no final de 2008 em parceria com Aguinaldo de Jesus, fotógrafo e editor de fotografia da Universidade de Taubaté.

Foi nessa viagem pela Bolívia que o projeto da Freela começou a se consolidar, já possuía certa experiência na área do design e comunicação, e já levava na bagagem grandes viagens pelo Brasil. A cada lugar que ia passando sentia que teria oportunidades, que não precisaria me fixar em um lugar e ter apenas cliente próximos, a estrada e a internet proporcionariam muito mais que isso.

Fronteira Brasil - Bolívia
A viagem para a Bolívia começou no dia 25 de dezembro de 2008, pegando um vôo de São Paulo até Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, e depois um ônibus até Corumbá, principal fronteira de ligação do Brasil com a Bolívia. A região fronteiriça de Corumbá com Puerto Quijarro é cheia de aproveitadores, em uma típica fronteira sul americana, mas de lá embarcamos no famoso “Trem da Morte” com destino a Santa Cruz de La Sierra. O trem leva esse nome não pelo perigo do trajeto, mas porque em sua construção muitos trabalhadores vieram a morrer.

Santa Cruz de la Sierra é a região mais rica da Bolívia, mas que pouco carrega da forte tradição boliviana, depois de passar uma tarde e conhecer um pouco da cidade, andando pelo caótico transito boliviano decidimos subir as montanhas e chegar até Sucre, com altitude média de 2.800m, depois de embarcar em um ônibus folclórico.

Chola boliviana
Sucre, considerada Patrimônio da Humanidade é uma bela cidade, abriga também sedes do governo boliviano, é bem organizada e limpa, com uma rica arquitetura em um seu Centro Histórico, onde a população boliviana já tem a face marcada por traços de ascendência indígena, comum em todo altiplano.

Saindo de Sucre partimos com destino a Potosí, a cidade de maior altitude do mundo, localizada no altiplano boliviano, com altitude média de 4.100m. Potosí apresenta um vasto e rico patrimônio arquitetônico, herança do apogeu que a cidade viveu devido à grande exploração de prata do Cerro Rico.



Chá de folhas de coca
Foi o primeiro local que sentimos o poder da altitude, subir as escadas do hotel ou caminhar em suas ruas íngremes já era desgastante. Foi então que descobrimos os benéficos efeitos das folhas de coca. Considerada sagrada pelos povos andinos, la hoja de coca tem sido usada como alimento e na medicina da região desde antes da fundação do Império Inca, mascada ou em forma de chá colabora efetivamente contra o mal de altitude, evitando a fadiga e contribuindo para uma boa respiração.


O surrealismo do Salar de Uyuni 
O próximo destino foi à deserta e turística cidade de Uyuni, onde contratamos uma agência de viagem para realizar uma expedição de quatro dias pelo Salar de Uyuni e arredores. Foi também o local onde passamos a virada do ano, e iniciamos no primeiro dia de 2009 a expedição pelo surreal deserto de sal, que nessa época do ano fica alagado pelas constantes chuvas, proporcionando um reflexo onde fica difícil definir onde acaba a Terra e começa o Céu.


Altiplano boliviano
Seguimos passando por regiões desertas com altitudes superiores a 5 mil metros, montanhas nevadas, vulcões,  lagos de cores surreais,  imensas plantações de Quinua, o cereal sagrado dos Incas, considerado o melhor alimento de origem vegetal para consumo humano, gêiseres que mantêm uma forte atividade vulcânica, piscinas naturais de água quente, e as mais frias temperaturas de toda a viagem.



Deixamos essas espetaculares paisagens para traz e seguimos rumo a capital e mais populosa cidade da Bolívia, La Paz, rodeada pela Cordilheira dos Andes a 3.660 metros de altitude, tem aproximadamente 1 milhão e 600 mil habitantes. La Paz tem um transito caótico, onde quem buzina e grita mais alto geralmente acaba com a preferência, mas apresenta diversas opções históricas para desfrutar e conta com uma forte e intensa vida cultural.

Copacabana - Lago Titicaca
Abandonamos a agitação de La Paz e seguimos para a tranquila Copacabana, localizada as margens do Lago Titicaca, o mais alto lago navegável do mundo, região de fronteira com o Peru, que segundo as lendas andinas, foi nas águas do Titicaca que nasceu a civilização Inca, tendo seu berço na pequena e mágica Isla del Sol.




Ônibus que rodou na estrada
Na sequência entramos em território peruano (tema para um outro post), mas ainda retornamos para a Bolívia para regressar ao Brasil, fazendo todo caminho inverso até Santa Cruz de la Sierra, onde tomamos um ônibus até a fronteira, que ainda no início da viagem quase capotou e acabamos ficando na estrada, tendo que voltar caminhando e de carona até Santa Cruz, onde o funcionário da empresa fugiu para não ter que devolver nosso dinheiro e tivemos que retornar pelo demorado e seguro, Trem de  la Muerte.